Uma pesquisa realizada pela Futura/Apex, divulgada nesta quarta-feira (6), indica que o senador Flávio Bolsonaro, representando o PL do Rio de Janeiro, lidera as intenções de voto para a Presidência da República entre os eleitores do estado. O estudo analisou cenários tanto para o primeiro quanto para o segundo turno, revelando uma vantagem do senador em relação ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
No primeiro cenário de 1º turno, Flávio Bolsonaro contabiliza 43,6% das preferências dos eleitores cariocas, enquanto Lula aparece com 34,6%. Outros candidatos como Ronaldo Caiado obtêm 2,1%, Romeu Zema 2%, Cabo Daciolo 1,3%, Augusto Cury e Renan Santos ambos com 1,2%, e Aldo Rebelo com 0,8%. Os votos considerados nulos ou brancos somam 9,2%, e 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Em um segundo cenário de 1º turno sem a participação de Romeu Zema, Flávio Bolsonaro registra 43,2% das intenções de voto e Lula fica com 34,4%. Ronaldo Caiado sobe para 3,5%, seguido por Cabo Daciolo com 2,2%; Augusto Cury com 1,6%; Renan Santos com 1,1%; e Aldo Rebelo com apenas 0,5%. Votos em branco ou nulos totalizam 9,5%, enquanto aqueles que não souberam ou não responderam chegam a 4,1%.
Nas simulações para o segundo turno no estado do Rio de Janeiro entre Flávio Bolsonaro e Lula, o senador lidera com uma proporção de 48% das intenções de voto contra os 39,9% do presidente petista. Um adicional de 10,2% afirma que votaria em ninguém ou deixaria em branco sua escolha; já 1,9% não souberam ou se abstiveram de opinar.
A pesquisa também explorou possíveis confrontos entre Lula e outros candidatos da direita e centro-direita. Em um embate contra Ronaldo Caiado, o presidente atinge 41,5% das intenções enquanto Caiado se posiciona com 37,9%. No caso de uma disputa contra Romeu Zema, Lula alcança 42,8%, enquanto Zema tem 37,3%. Em ambas as situações ocorre um empate técnico considerando a margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
Na pesquisa espontânea—quando os nomes dos candidatos não são apresentados—Lula obteve uma resposta de 30,7%, enquanto Flávio Bolsonaro ficou próximo com 29,1%. Renan Santos recebeu mencões de apenas 0,9%; Romeu Zema ficou com 0,7%; Ronaldo Caiado alcançou somente 0,5%; Augusto Cury teve uma participação de apenas 0,2%; e tanto Ratinho Jr. quanto Cabo Daciolo foram citados por apenas 0,1% dos entrevistados cada. Outros candidatos somaram juntos cerca de 4,4%.
O número de eleitores que não souberam ou não responderam chega a alarmantes 23,3%, enquanto aqueles que optaram por ninguém ou manifestaram intenção de voto nulo totalizam cerca de 10%.
Quanto à rejeição dos pré-candidatos no estado fluminense, Lula apresenta a maior taxa: impressionantes 51,7% afirmaram que não votariam nele sob nenhuma circunstância. Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição nesse aspecto com uma rejeição de 42,7%. Os demais candidatos incluem Cabo Daciolo com rejeição em torno de 17,1%; Romeu Zema com 11; e Ronaldo Caiado com cerca de 10%.
Cerca de 2.6% dos entrevistados afirmaram não saber como responder sobre rejeição. Além disso, outros dois grupos foram identificados: aqueles que disseram rejeitar todos os nomes (2.1%) e aqueles que afirmaram não rejeitar nenhum candidato (2.2%).
A avaliação sobre o governo Lula também foi parte da pesquisa. Apenas cerca de um terço dos eleitores fluminenses (30.9%) considerou sua gestão como “ótima” ou “boa”. Por outro lado, quase metade (48.2%) classificou seu governo como “ruim” ou “péssimo”, enquanto outros perceberam como “regular” (19.8%).
Na análise da aprovação governamental no Estado do Rio de Janeiro: aproximadamente 55.3% dos entrevistados desaprovam o desempenho do presidente Lula; já aqueles que aprovam representam cerca de 41.4%. Entre os participantes da pesquisa que não souberam ou se abstiveram de opinar estão cerca de 3.2%.
A pesquisa Futura/Apex foi realizada entre os dias22 e24de abril e ouviu um total de mil eleitores no Estado do Rio. Com uma margem de erro estipulada em3.1 pontos percentuais e um nível de confiança equivalente a95%, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02139/2026. O custo total do estudo foi R$80 mil pagos com recursos próprios.