Home NotíciasDestruição de monumentos gera prejuízo de R$ 90 mil à Prefeitura do Rio em 2026; secretário pede endurecimento das leis

Destruição de monumentos gera prejuízo de R$ 90 mil à Prefeitura do Rio em 2026; secretário pede endurecimento das leis

por Amanda Clark

Em 2026, os gastos da Prefeitura do Rio com furtos e vandalismo em monumentos públicos já totalizam R$ 90 mil. Este montante abrange custos com reposição de peças, limpeza e manutenção realizadas nos primeiros meses do ano para restaurar o patrimônio da cidade.

A administração municipal expressa preocupação não apenas com os danos imediatos, mas também com as projeções financeiras. A Secretaria Municipal de Conservação estima que esses gastos possam atingir R$ 320 mil até agosto. Esse impacto afeta o orçamento da Gerência de Monumentos e Chafarizes, que conta com uma previsão de R$ 2,1 milhões para 2026. No ano anterior, aproximadamente 30% dos R$ 1,8 milhão destinados à conservação foram utilizados para cobrir prejuízos causados por furtos e depredações.

Diego Vaz, secretário municipal de Conservação, ressaltou que a resposta legal a esse tipo de crime ainda é insuficiente para inibir tais ações. “As leis são muito brandas. Quando conseguimos identificar o infrator por meio do nosso monitoramento no Centro de Operações Civitas e o encaminhamos às delegacias, muitas vezes ele é liberado antes mesmo dos nossos agentes”, declarou Vaz.

Na visão do secretário, isso gera um duplo prejuízo: destrói o patrimônio público e consome recursos que poderiam ser direcionados a novas iniciativas. “Precisamos de legislações federais mais rigorosas para punir quem comete esses crimes, garantindo que os responsáveis sejam devidamente penalizados e que não haja desperdício do dinheiro público na recuperação de chafarizes e monumentos”, enfatizou.

Atualmente, pelo menos cinco monumentos foram alvo de vandalismo em 2026, conforme dados fornecidos pela secretaria. Um dos incidentes mais notáveis ocorreu com a estátua de Cazuza, localizada no Leblon, que teve seus óculos de bronze furtados novamente. Este não é um caso isolado; a Secretaria de Conservação prometeu realizar uma vistoria e providenciar os reparos necessários.

Outro caso alarmante foi o ato de vandalismo contra a estátua do Curumim na Lagoa Rodrigo de Freitas, que teve partes como braço, perna e flecha furtadas e foi removida para manutenção devido aos danos constantes sofridos nas últimas semanas.

Casos anteriores também ilustram a pressão financeira sobre o erário público devido à necessidade desses reparos. Em julho de 2025, por exemplo, a Secretaria retirou o monumento a Noel Rosa para restauração após novos furtos e danos significativos à obra, afirmando que sua preservação estava comprometida.

A vulnerabilidade do patrimônio histórico carioca se evidencia em episódios como o furto do busto de Cândido Mendes da Praça Paris na Glória em janeiro deste ano; embora tenha sido recuperado e devolvido à prefeitura, expõe as fragilidades enfrentadas na proteção desses bens.

Os maiores gastos relacionados a esses incidentes recaem principalmente sobre a reposição de peças em bronze e remoção de pichações. Esses serviços demandam mão de obra especializada e cuidadosa restauração para manter as características originais das obras. Assim, observa-se uma repetição: recursos que deveriam ser investidos na melhoria ou ampliação da paisagem urbana acabam sendo utilizados para restituir o que já existia e foi danificado.

Com informações adicionais disponíveis.

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