Home NotíciasDescontentamento entre moradores marca a iminente demolição de prédio controverso no Leblon

Descontentamento entre moradores marca a iminente demolição de prédio controverso no Leblon

por Amanda Clark

Os moradores da Rua Almirante Guilhem, situada no Leblon, estão se preparando para a despedida de um edifício de quatro andares que é considerado um dos mais antigos da área. O Edifício Dom Pedrito, erguido na década de 1950, será demolido em breve para dar lugar a um novo e polêmico projeto da construtora Mozak.

Este edifício, que simboliza a arquitetura típica dos primeiros anos da ocupação do bairro, foi um dos primeiros a ser construído na rua, que na época recebia o nome de Dom Pedrito. Possuindo uma fachada tradicional e amplos espaços internos, atualmente abriga 16 unidades, das quais 9 já têm desocupação prevista para os próximos meses, uma etapa importante antes do início da demolição.

No espaço onde se encontra o Edifício Dom Pedrito, será erguido um novo prédio com 10 andares e 115 unidades residenciais, incluindo estúdios e apartamentos de um quarto e double suítes. As áreas variam entre 41 m² e 77 m², com preços a partir de cerca de R$ 2 milhões, segundo as informações do projeto.

Protestos das Helenas

Vale destacar que a proposta para o novo empreendimento suscitou intensos debates na comunidade ao longo do ano passado. Os residentes discutiram sobre as possíveis implicações dessa mudança no perfil do Leblon. Vários vizinhos manifestaram seu descontentamento com a nova configuração das unidades habitacionais, argumentando que isso poderia levar à descaracterização do estilo tradicional da região, conhecida por seus apartamentos mais espaçosos e menor densidade populacional.

Além disso, houve uma mobilização entre os moradores mais conservadores contrários ao projeto. Campanhas foram realizadas com distribuição de panfletos e colocação de placas nas fachadas dos prédios, transmitindo mensagens como “O Leblon está sob risco” e “Querem destruir o Leblon”. Essa movimentação acabou gerando reações cômicas na cidade do Rio.

Por fim, tentativas de articulações jurídicas foram feitas para contestar a construção do novo empreendimento. Uma das ações consistiu na criação de um fundo coletivo para contratar um advogado com o intuito de barrar o projeto; entretanto, essas iniciativas ainda não parecem ter obtido sucesso até o presente momento.

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