Home NotíciasCopacabana: Muro frequentado por criminosos e usuários de drogas será demolido, revelando painel de Millôr Fernandes

Copacabana: Muro frequentado por criminosos e usuários de drogas será demolido, revelando painel de Millôr Fernandes

por Amanda Clark

A insegurança em Copacabana virou argumento decisivo para a derrubada de um painel inspirado em obra de Millôr Fernandes, em uma das principais pontos do bairro. A Prefeitura do Rio, inclusive, já deu sinal verde para a remoção do muro onde está a peça, na Praça Sarah Kubitschek, após receber um ofício acompanhado de abaixo-assinado de moradores e comerciantes que relatam impactos diretos na segurança pública.

O anúncio foi feito pelo superintendente estadual da Zona Sul e do Centro, Marcelo Maywald, durante visita ao local nesta semana. Segundo ele, a estrutura tem funcionado como ponto de ocultação, reduzindo a visibilidade e dificultando ações preventivas das forças de segurança. A avaliação foi encaminhada formalmente ao município, com base em queixas recorrentes de quem vive e trabalha no entorno.

Localizada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, entre as ruas Djalma Ulrich e Almirante Gonçalves, a Praça Sara Kubitschek passou a concentrar críticas pela dinâmica recente de ocupação, sobretudo associada à presença de moradores de rua, apontada como um dos principais problemas do bairro. De acordo com relatos reunidos no pedido encaminhado à prefeitura, a área atrás do muro estaria sendo utilizada como “esconderijo” por criminosos, o que reforçou a pressão pela retirada da estrutura como uma medida emergencial.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento informou que não se opõe à demolição, desde que haja uma proposta para reconstrução do painel em outro ponto da praça. No momento, porém, não há projeto em análise com esse objetivo. A pasta também indicou que acolheu a solicitação e deve elaborar uma nova proposta urbanística que leve em conta demandas atuais de segurança e acessibilidade.

A retirada do muro é defendida como passo inicial para reconfigurar o espaço. Entre as possibilidades discutidas está a instalação de uma base da Polícia Militar no local, numa tentativa de aumentar a presença ostensiva e inibir práticas criminosas. “O muro gera áreas de ocultação e acaba contribuindo para a insegurança. A ideia é abrir o espaço e, a partir disso, avançar com outras medidas, como a instalação de uma base da Polícia Militar, para reforçar o policiamento na região. Se esse for o entrave, eu me comprometo, junto com os moradores, a apresentar uma proposta para reconstruir o painel em outro ponto da praça, sem necessidade de um muro” afirmou Maywald em entrevista ao jornal O Globo.

O painel foi criado em 1998 e presta homenagem ao frescobol, prática surgida no bairro na década de 1940 e descrita por Millôr Fernandes no próprio mural como o único esporte “sem vencidos ou vencedores”.

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