A recente implementação de um quebra-molas na Rua Leopoldo Miguez, localizada em Copacabana, provocou insatisfação tanto entre motoristas quanto entre os moradores da região. Esta rua, que se encontra entre vias de intenso movimento, já vinha sendo alvo de críticas devido à lentidão no tráfego e às dificuldades de mobilidade, problemas que, segundo informações da coluna Ancelmo Gois, não foram resolvidos pela nova medida.
A Leopoldo Miguez conecta as ruas Constante Ramos e Djalma Ulrich e é uma via curta que enfrenta sérios desafios estruturais. Com espaço limitado, a rua só permite a passagem de um veículo por vez e conta com estacionamento em ambos os lados: um lado com vagas em ângulo de 90 graus e o outro em 45 graus, o que restringe ainda mais a área disponível para o tráfego.
Os residentes expressam a opinião de que o redutor de velocidade instalado não aborda a questão principal da via. A raridade de ocorrências de alta velocidade gera dúvidas sobre a efetividade dessa intervenção.
“Nunca foi uma rua onde se dirigia rapidamente. O problema nunca esteve relacionado à velocidade. Nunca vi ninguém aqui acelerando”, afirmou Carlos Lopes, que está aposentado.
A descontentamento também abrange a organização das vagas de estacionamento, considerada fundamental para os engarrafamentos na área. Além disso, os moradores apontam a baixa visibilidade em cruzamentos como um agravante, especialmente pela presença de veículos estacionados próximos às esquinas.
“Nas ruas Bolívar e Barão de Ipanema, por exemplo, deveria ser proibido estacionar do lado esquerdo perto do cruzamento. Retirar duas vagas ajudaria na visibilidade. O perigo não é a velocidade; é não conseguir enxergar”, enfatizou Márcia Aguiar, biomédica.
No começo deste ano, após receber diversas reclamações sobre problemas na região, a CET-Rio anunciou que estava avaliando mudanças na configuração do estacionamento da Leopoldo Miguez, uma demanda antiga dos moradores. Contudo, essas propostas ainda não foram implementadas.
Em um comunicado mais recente, a companhia esclareceu que optou pela instalação do quebra-molas como uma estratégia para moderar o tráfego e alertar os motoristas sobre a necessidade de reduzir a velocidade nas vias transversais com maior fluxo de veículos.
Quanto às possíveis alterações nas vagas de estacionamento, a CET-Rio declarou que o tema continua sendo discutido com representantes da associação de moradores. A análise leva em consideração o impacto na quantidade total de vagas disponíveis, já que muitos prédios da região não contam com garagem; assim, uma reconfiguração poderia resultar em uma diminuição de até 50% no número total de espaços disponíveis.