Home NotíciasCastro inicia limpeza na máquina do Estado após eleição de Bacellar

Castro inicia limpeza na máquina do Estado após eleição de Bacellar

por Amanda Clark

O aumento recente das exonerações nos quadros do governo estadual tem como alvo diretamente aliados do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar. Esta movimentação preparatória do governador Claudio Castro visa evitar desgastes durante a campanha eleitoral deste ano, na qual é pré-candidato ao Senado.

Dois fatores foram determinantes para as demissões: o relatório final da Polícia Federal que indiciou Bacellar por suspeita de ligação com o Comando Vermelho e a necessidade de Castro renunciar ao cargo para concorrer nas eleições. Com o início do julgamento no Supremo Tribunal Federal marcado para esta terça-feira (10/Mar), no caso das contratações irregulares no Ceperj durante a eleição de 2022, o governador deve realizar a renúncia nos próximos dias.

Prevê-se que o processo da PF envolva outros parlamentares da Alerj com ligações com o CV, já que o grupo de Bacellar tem influência em diversos setores do Estado, como o DER-RJ, Detran-RJ, fundações Leão XIII e Ceperj e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), além da Secretaria de Educação.

Recentemente, André Moura deixou o cargo de secretário estadual de Representação em Brasília, sendo substituído pelo delegado da Polícia Federal Braulio do Carmo Vieira de Melo. A permanência de Moura já era considerada incômoda, e ele segue no primeiro escalão como secretário estadual de Governo, cargo que também está sob pressão política.

No mesmo dia, Gladstone Felippo Santana foi exonerado do cargo de vice-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ). O presidente do órgão, Pedro Henrique de Oliveira Ramos, também está sob análise e permanece no cargo por enquanto.

O movimento de exonerações teve início em 24 de fevereiro, com mudanças significativas na Secretaria de Educação, considerada o epicentro do grupo de Bacellar. A secretária Roberta Barreto pediu exoneração ao saber que seria demitida e pretende concorrer como deputada estadual. Luciana Calaça foi nomeada para substituí-la por Castro.

Após o indiciamento de Bacellar e a divulgação do relatório da PF, que revelou o controle do grupo sobre áreas de orçamento vultoso, as exonerações visam estancar a influência do ex-aliado e garantir uma transição de governo alinhada aos interesses do PL e da nova configuração da Alerj.

A substituição de nomes associados ao grupo de Bacellar gerou divergências, com aliados de Guilherme Delaroli defendendo indicações conjuntas com o Legislativo, enquanto o governo prefere não repetir arranjos políticos anteriores. Bacellar mantém indicações em órgãos estratégicos como Detran-RJ e Inea, que estão sendo avaliados pelo governo.

Após as mudanças na Secretaria de Educação, Claudio Castro realizou uma nova rodada de trocas no alto escalão da pasta, atingindo postos estratégicos como subsecretaria executiva, subsecretaria de Gestão de Ensino e chefia de gabinete.

A subsecretaria executiva, considerada o coração administrativo da Educação estadual, agora é comandada por Nivea Dias Moreira Salgado. A subsecretaria de Gestão de Ensino passou a ser liderada por Daniela Pereira Vasques, responsável pelas diretrizes pedagógicas e operacionais das escolas.

Alessandra Vasques Werner foi nomeada para a chefia de gabinete da Seeduc, em substituição a Alvim Bellis de Souza Neto. Novas mudanças ainda estão por vir, com nomes para cargos como subsecretaria de Planejamento Estratégico e superintendência de Gestão de Contratos que devem ser anunciados em breve.

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