Um dos endereços mais simbólicos para os amantes de cinema no Rio de Janeiro fechará temporariamente para passar por uma grande transformação. O Estação Botafogo, o primeiro cinema do Circuito Estação, encerrará suas atividades em 16 de março para uma reforma completa, com previsão de reabertura na segunda quinzena de agosto.
O espaço, com 58 anos de funcionamento e 40 anos sob a marca Estação, nunca passou por uma renovação tão abrangente. A reforma afetará tanto a estrutura física do cinema quanto sua parte tecnológica, prometendo também mudar a experiência do público.
O projeto envolve a substituição total do telhado, melhorias no tratamento acústico, reforma dos banheiros, expansão do foyer e a criação de uma galeria climatizada. Além disso, haverá a adição de um bar e uma loja com produtos relacionados ao mundo do cinema.
No exterior, o cinema buscará aproximar-se ainda mais do bairro. O local ganhará um café ao ar livre, com mesas e um jardim, com o objetivo de transformar os arredores em um ponto de encontro, e não apenas de passagem.
As salas também passarão por modernizações. Todas terão poltronas mais amplas e confortáveis, além de novos equipamentos de som e projeção. A sala 1 contará com projeção 4K a laser e sistema de som Atmos, elevando o padrão técnico da unidade.
A reforma incluirá também uma ampliação da programação de filmes clássicos, uma das características mais conhecidas do Circuito Estação desde sua origem como cineclube em 1985.
Uma mudança de marca também foi anunciada. A partir dessa nova fase, todo o circuito será chamado de Estação Claro, como parte da parceria com a operadora iniciada em 2015.
De acordo com o projeto, a renovação também envolverá preços promocionais e benefícios exclusivos para os clientes da Claro, através do Claro Clube.
O fechamento temporário marca uma pausa significativa para um cinema que há décadas é uma referência cultural em Botafogo e no Rio de Janeiro. Quando reabrir no segundo semestre, o Estação Botafogo estará com uma nova cara, porém buscando preservar o vínculo histórico que construiu com o público ao longo de quase seis décadas.
As informações são da coluna do Ancelmo, O Globo.