A unidade da Bio Ritmo localizada em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, permanece fechada sem previsão para reabertura. O fechamento ocorreu no último domingo (24/05) em decorrência de uma operação de fiscalização que foi iniciada após denúncias recebidas por autoridades competentes.
Segundo informações da gestão da rede, enquanto a situação estiver pendente, os alunos estão sendo encaminhados para a academia Bio Ritmo no Leblon.
A fiscalização foi conduzida por representantes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), Procon-RJ e do Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região (Cref1).
Durante a ação, os fiscais identificaram diversas irregularidades, incluindo a ausência de um responsável técnico devidamente registrado, falta do registro da pessoa jurídica no Cref1 e o licenciamento sanitário vencido na unidade situada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 748.
Os agentes fiscalizadores destacaram que essas irregularidades comprometem a segurança dos consumidores e impedem o funcionamento adequado da academia.
Além disso, a operação revelou outras falhas na unidade copacabanense. Entre as deficiências verificadas estavam a falta do certificado de aprovação emitido pelo Corpo de Bombeiros, a inexistência do Livro de Reclamações do Procon-RJ e a ausência dos cartazes obrigatórios que deveriam informar os consumidores.
Com a interdição em vigor, a academia permanecerá fechada por prazo indeterminado.
A Bio Ritmo emitiu um comunicado afirmando que está tomando as medidas necessárias junto aos órgãos responsáveis para retomar suas atividades “o mais rapidamente possível”, embora não tenha estabelecido uma data específica para a reabertura.
Sendo parte da linha premium do mesmo grupo que possui a Smart Fit, a rede enfatizou seu compromisso com a segurança, qualidade e conformidade em suas unidades.
Além da Bio Ritmo, outras academias também foram alvo de autuações.
<pNo mesmo dia em que a Bio Ritmo foi inspecionada, outras duas academias em Copacabana passaram pela fiscalização das equipes da Sedcon, Procon-RJ e Cref1.
Os fiscais relataram ter encontrado problemas como falta de profissionais qualificados em educação física nos andares destinados às atividades de musculação e cardio. Apesar das academias possuírem três andares operacionais, apenas um deles contava com um profissional habilitado para supervisionar os alunos.
Como consequência dessa situação, dois andares de cada estabelecimento foram interditados temporariamente. A liberação ocorrerá somente quando as unidades apresentarem profissionais qualificados em todas as áreas conforme exigido pela legislação federal e pelas diretrizes do Conselho Federal de Educação Física (Confef).
Ainda durante as inspeções, as equipes identificaram questões relacionadas à acessibilidade em uma das academias fiscalizadas. Embora o local tivesse três andares dedicados às atividades físicas, o acesso era feito apenas por escadas, sem alternativas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Ademais, o banheiro da unidade não era adaptado.