Na política do estado do Rio de Janeiro, que frequentemente se apresenta polarizada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj presenciou um momento incomum de união nesta quarta-feira (6). Legisladores de diversas correntes ideológicas, abrangendo desde a esquerda até a direita, deixaram temporariamente suas diferenças partidárias de lado para formar uma aliança em prol de um objetivo comum. O foco dessa convergência é a preocupação com a saúde fiscal do estado, que está sob risco devido ao iminente julgamento dos royalties do petróleo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a reunião, Luiz Paulo (PSD) aproveitou a oportunidade para expressar seu otimismo em relação à situação financeira pública. Ele argumentou que, caso o julgamento sobre os royalties do petróleo traga um desfecho favorável, o déficit projetado para o estado poderia ser reduzido de R$ 19 bilhões para R$ 2 bilhões.
Luiz Paulo também lembrou que a discussão sobre este assunto teve início em 2021, durante a CPI da Dívida Pública que ele presidiu: “o parlamento também gera resultados positivos”, enfatizou.
O presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (PL), abordou também as repercussões da prisão de três deputados no último ano sobre a imagem da Alerj. Ele comentou: “Em tempos de conflitos institucionais, o parlamento acaba sendo fortemente relacionado às polêmicas e escândalos, que muitas vezes são mais amplificados na narrativa do que na realidade. Contudo, o parlamento também realiza muitas ações positivas para o Rio”.
Por sua vez, Carlos Minc (PSB), veterano na Alerj e membro tradicional da oposição, entrou no diálogo com leveza: “são poucos os assuntos que nos unem”. Em resposta, Amorim contrapunha: “Não diria que são poucos; há muitos temas em comum entre nós”. Minc acabou concordando com essa afirmação.