Home NotíciasA Exuberância dos Flamboyants no Rio de Janeiro

A Exuberância dos Flamboyants no Rio de Janeiro

por Amanda Clark

Normalmente, temos, a partir do mês de agosto, a chamada “temporada dos ipês”, que, em suas múltiplas cores, começam a florescer e seguem praticamente até o início do verão. Já a partir do mês de dezembro, e com o aumento do calor, temos o florescer dos flamboyants, que têm como nome científico Delonix regia.

O flamboyant é uma árvore tropical e, tal qual o baobá, é também uma espécie original da Ilha de Madagascar, na África. Uma árvore muito famosa que se tornou conhecida por suas flores exuberantes em tons de vermelho, laranja e amarelo, que lembram o flamejar de chamas.

O flamboyant foi trazido para o Brasil no início do século 19 pela corte de Dom João VI e, por alguma razão, foram plantados no Rio de Janeiro de forma inadequada em calçadas, pois suas raízes crescem lateralmente e muitas vezes comprometem o pavimento. No entanto, é uma árvore excepcional para paisagismo em parques, praças, escolas e propriedades que permitam um raio de afastamento de pelo menos três metros do caule, já que suas raízes são agressivas na lateralidade.

O nome flamboyant deriva do francês, significando “flamejante”, por causa das flores que surgem, especialmente no início do verão, e que dão frutos em forma de vagens longas, que podem ter até 60 centímetros.

O flamboyant também é conhecido por outros nomes, como “acácia-rubra”, “pau-rosa”, “flor-do-paraíso” e “árvore-flamejante”. É uma árvore de crescimento rápido, podendo atingir de 7 a 10 metros de altura, com uma copa volumosa, maior em diâmetro do que a própria altura da árvore, lembrando um gigante cogumelo rubro, sendo considerada uma das árvores mais bonitas do mundo.

Apesar de ser considerado tóxico, a polpa dos frutos do flamboyant tem sido usada, em pequenas doses, com fins medicinais, pelo seu efeito laxante, ajudando na regularização do intestino por muitas populações.

No Rio de Janeiro, os flamboyants, mais do que nunca, estão lindos. Em especial agora, em janeiro, tiveram sua ignição e estão muito flamejantes, com cores fortes potencializadas pelo intenso calor e umidade.

Tenho observado um conjunto belíssimo da espécie na Cidade Universitária da UFRJ, na Ilha do Fundão, e em muitas ruas da Ilha do Governador, sendo que algumas delas, como na Rua Chapot Prevost, no bairro insular da Freguesia, possuíam um conjunto que foi retirado sem reposição em outros pontos.

Na mesma região, mais especialmente no bairro do Moneró, existem belos exemplares nas ruas Princesa e Adolfo Porto, Avenida Chagas Freitas (dentro do CIEP), na região próxima ao Corredor Esportivo, que podem ser notados e apreciados.

Sugiro àqueles que amam a natureza que aproveitem esse período de janeiro e saiam à caça de belíssimas imagens, replicando em suas redes sociais esse lindo presente que a natureza nos oferece.

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