Home NotíciasA cada dez minutos, um celular desaparece no Rio: aumento nos furtos e roubos alcança patamar recorde

A cada dez minutos, um celular desaparece no Rio: aumento nos furtos e roubos alcança patamar recorde

por Amanda Clark

O Rio de Janeiro está enfrentando um aumento nos furtos e roubos de celulares. De janeiro a agosto deste ano, foram registrados 36.158 aparelhos levados, o maior número desde 2003, quando o Instituto de Segurança Pública (ISP) iniciou a série histórica. A média diária é de 148 vítimas, o que representa um caso a cada dez minutos.

No centro financeiro da cidade, o medo se tornou parte da rotina. Trabalhadores, como Mariana Rocha, 29 anos, relatam que só retiram o celular da bolsa quando chegam ao trabalho, devido ao medo constante. A sensação de insegurança é real, com relatos de pessoas sendo assaltadas e obrigadas a desbloquear seus aparelhos antes dos criminosos fugirem.

Os números mostram que os roubos, que envolvem violência ou ameaça, chegaram a 11.936 registros, mais do que o dobro de uma década atrás. Já os furtos, sem uso de força, totalizaram 24.222 casos, mais que o triplo do registrado em 2015. Os bairros mais afetados são o Centro e Lapa, seguidos por Catete, Flamengo e Glória, e Barra da Tijuca, Joá e Itanhangá.

Os padrões dos crimes se repetem nas ruas, com duplas em motocicletas exigindo o desbloqueio dos aparelhos e falsos entregadores abordando as pessoas em suas casas. O aumento dos crimes em agosto foi significativo, com um aumento de 40% nos furtos e 20% nos roubos, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

As autoridades afirmam que a Polícia Militar está realizando um patrulhamento ostensivo, usando tecnologia e fazendo operações em conjunto. Já a Polícia Civil destaca a “Operação Rastreio”, que resultou na recuperação de 5.700 aparelhos, 390 prisões e 1.500 devoluções aos donos. Para facilitar o rastreamento, é recomendado que as vítimas registrem a ocorrência e informem o IMEI do celular.

De acordo com pesquisadores, o aumento desses crimes está relacionado ao aspecto econômico e tecnológico, com a circulação de smartphones desde 2010 e o uso desses dispositivos em golpes financeiros. A pandemia também influenciou o surgimento de novas estratégias criminosas, além da sofisticação das organizações envolvidas.

Para os pesquisadores, a inclusão do roubo de celular dentro da categoria de roubo de rua pode estar mascarando a realidade e influenciando nas estatísticas. Por isso, é importante que as vítimas anotem o IMEI do aparelho e incluam nos Boletins de Ocorrência, além de adotar medidas de segurança, como evitar utilizar o celular em locais movimentados e revisar os limites de pagamentos feitos pelo dispositivo.

Serviço ao leitor

– Anote e guarde o IMEI do aparelho e inclua nos Boletins de Ocorrência.

– Utilize os canais de registro disponíveis, como a Delegacia Online RJ e delegacias da Polícia Civil.

– Evite expor o celular em locais movimentados e revise as configurações de segurança para pagamentos por meio do aparelho.

Postagens relacionadas

Deixe um comentário

Are you sure want to unlock this post?
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?
-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00