Home EmpreendedorismoOperação da Prefeitura do Rio multa mais de 30 farmácias por irregularidades no CPF dos clientes.

Operação da Prefeitura do Rio multa mais de 30 farmácias por irregularidades no CPF dos clientes.

por amandaclark

Após um período de 60 dias de conscientização em farmácias e drogarias na cidade, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do Procon Carioca, aplicou multas em 32 estabelecimentos na primeira semana da segunda etapa da operação ”CPF Protegido”. O valor total das penalidades atingiu R$ 1.016.064,00.

A fase educativa contou com a visita de agentes a diversos estabelecimentos em todas as regiões da cidade, onde eles orientaram os gerentes sobre a manipulação dos dados pessoais dos clientes. Além disso, os consumidores receberam cartilhas educativas sobre o tema.

Essa ação foi motivada pela Resolução Municipal Conjunta nº 1, que estabelece a atuação conjunta da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Sedecon) em parceria com a Secretaria Municipal de Integridade e Transparência (SMIT) para a proteção dos dados pessoais e dos direitos dos consumidores. A resolução está em vigor desde 02/07.

A campanha tinha o intuito de alertar as farmácias e drogarias da cidade do Rio de Janeiro sobre a necessidade de se adequarem às práticas em seus estabelecimentos, principalmente em relação à coleta e uso de dados pessoais, como o CPF, durante compras de medicamentos e outros produtos.

Segundo a norma, é proibido solicitar informações pessoais sem o consentimento claro e informado do consumidor, bem como pedir dados sob pretexto de informar o preço de um produto, o que pode configurar práticas abusivas ou publicidade enganosa.

A iniciativa também ressalta que a coleta de dados pessoais deve ocorrer apenas com consentimento específico e para finalidades legítimas, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). As farmácias devem fornecer informações claras sobre a proteção de dados e segurança da informação, garantindo o direito do consumidor à informação adequada. Portanto, é necessário informar sobre o preço e desconto para que o consumidor possa decidir se fornece ou não seu CPF. Essa escolha é exclusiva dele.

”A segunda etapa da operação demonstra que o Procon Carioca está vigilante e firme na defesa dos direitos do consumidor. O CPF não pode ser usado sem a devida transparência sobre o valor do produto ou desconto oferecido, e o cidadão tem direito à proteção de seus dados pessoais. Multaremos todas as farmácias que desrespeitarem esses direitos”, afirmou o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires.

”A proteção de dados pessoais é um direito fundamental que requer uma mudança cultural por parte dos estabelecimentos. O consumidor tem o direito de saber como, quando e por que seus dados serão utilizados e compartilhados. Estamos trabalhando para garantir que nenhuma prática vá contra esse princípio”, declarou o secretário de Integridade e Transparência do Rio, Rodrigo Corrêa.

Para denunciar práticas ilegais como as citadas acima, basta contatar o Procon Carioca através do site oficial, Instagram ou Central 1746.

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