O Rio de Janeiro sempre teve um carinho especial por São Jorge, considerado um padroeiro informal do estado. Em 2019, porém, esse reconhecimento ganhou um caráter oficial com a assinatura de um decreto pelo governador Wilson Witzel, que estabeleceu o santo guerreiro como co-padroeiro ao lado de São Sebastião.
Anteriormente, a comemoração em honra a São Jorge era restrita apenas à cidade do Rio. A iniciativa que transformou o santo em padroeiro do estado partiu dos deputados André Ceciliano e Gustavo Schmidt. Inicialmente, o projeto de lei propunha que somente São Jorge fosse reconhecido como padroeiro. “O Estado do Rio de Janeiro até hoje não tem um padroeiro e, nesse sentido, venho através desse projeto para a apreciação dos nobres colegas e sequencialmente ao Governador do Estado a adoção de São Jorge como padroeiro do nosso Estado”, afirma o texto da proposta. Contudo, o título foi compartilhado com São Sebastião.
A história de São Jorge traz ainda outras informações fascinantes. Ele é originário da Capadócia e reconhecido como padroeiro da Inglaterra, além de ser celebrado em diversos países como Espanha, Portugal, Canadá, Lituânia, Rússia e Bulgária. Na Catalunha, por exemplo, seu dia é marcado como o Dia dos Namorados.
Além disso, São Jorge é um dos poucos santos venerados tanto pela Igreja Católica quanto pela Igreja Ortodoxa. A Igreja Anglicana também o inclui entre seus canonizados. Curiosidades adicionais sobre essa figura podem ser encontradas em uma outra matéria publicada no DIÁRIO DO RIO. Um artigo escrito por Filipi Gradim explora amplamente a vida do guerreiro e seu sincretismo religioso com Ogum.
Por diversas razões: salve Jorge!