A Prefeitura do Rio encerrou o ano de 2025 com uma economia de aproximadamente R$ 9 milhões na conta de luz de prédios públicos ao aderir à compra de energia renovável no mercado livre. O Programa Rio de Energia Verde, coordenado pela Secretaria Municipal de Administração (SMA), possibilitou esse resultado ao permitir a contratação de energia sustentável diretamente no Ambiente de Contratação Livre (ACL), geralmente com preços mais baixos do que os praticados pelas distribuidoras.
Atualmente, 28 estruturas públicas estão participando do programa, incluindo o Centro Administrativo São Sebastião (CASS), o Centro de Operações Rio (COR), o Museu do Amanhã, a Cidade das Artes, o Arquivo da Cidade e 20 unidades da rede municipal de saúde. Desde o início do projeto em 2023, a prefeitura estima que a economia acumulada ultrapasse os R$ 18 milhões.
A SMA ressalta que a iniciativa tem como objetivo reduzir despesas recorrentes e garantir o fornecimento de energia proveniente de uma matriz 100% limpa, contribuindo diretamente para a redução de emissões e proporcionando mais previsibilidade ao orçamento. A secretaria também planeja expandir o programa para incluir novos equipamentos públicos ao longo de 2026.
“Nosso foco na SMA é modernizar a gestão para garantir que o dinheiro do contribuinte seja utilizado de forma inteligente, gerando benefícios financeiros para o município do Rio. Estamos transformando a administração pública em um modelo ágil e responsável socioambientalmente”, afirmou Marcelo Queiroz, secretário municipal de Administração.
“Essa transição não se trata apenas de mudança de energia, mas é um marco que demonstra a excelência da gestão com ênfase no meio ambiente e na economia dos recursos públicos”, disse Leonardo Pinto, subsecretário do Sistema Municipal de Administração.
A prefeitura destaca ainda que o Rio pode ser o primeiro município da América Latina a adquirir energia limpa por meio de licitação no ACL, o que, na visão do governo municipal, ajuda a reforçar metas ambientais e uma estratégia de eficiência na gestão dos ativos públicos.
“A transferência das unidades municipais para o ACL representa um avanço na eficiência administrativa do Rio. Com um monitoramento rigoroso e a consolidação das fases iniciais, estamos agora avançando para uma expansão estratégica e mais segura”, avaliou Willians Gaspar, diretor do Núcleo de Monitoramento de Indicadores.