Na última segunda-feira (11), o Rio de Janeiro vivenciou um incidente alarmante que ressaltou a deterioração do mobiliário urbano. Um semáforo desabou em Copacabana, na Zona Sul, atingindo um pedestre e deixando-o ferido nas costas. O acontecimento, que ganhou repercussão nas redes sociais, evidenciou a fragilidade das estruturas que deveriam assegurar a segurança dos cidadãos nas ruas.
Esse não é um caso isolado, pois moradores de diversas localidades da cidade relatam que a ausência de manutenção preventiva se tornou uma constante. Na Zona Norte, por exemplo, há sinais claros de descaso em áreas de grande movimento. Um dos pontos críticos é a entrada da Rua Chaves Faria, em São Cristóvão, onde três postes estão com suas bases completamente danificadas e as ferragens expostas.
Outra localidade afetada é a Rua São Luiz Gonzaga, em um ponto específico no número 813. A condição de erosão do concreto nesse local é tão severa que apenas a estrutura metálica interna sustenta o poste, causando preocupação entre os transeuntes. Denúncias sobre bases comprometidas e fissuras estruturais se estendem da Zona Sul à Zona Oeste, revelando um problema crônico que diariamente ameaça a segurança de motoristas e pedestres.
A diarista Simone Martins Santos compartilha sua experiência ao lidar com essa situação há mais de trinta anos. “O poste está assim há muito tempo. Eu moro aqui há mais de três décadas e ele já estava nesse estado quando cheguei. Sempre que estou no ponto de ônibus, fico perto desse poste. Ele está em péssimas condições”, comenta.
Pontos como a Praça da Bandeira também ilustram essa sensação de abandono; o comerciante Severino relata que observa um poste deteriorado há quase cinco anos. Embora tenha havido uma promessa de inspeção por parte da Light, o equipamento permanece sem reparos. Em outra área, no Rio Comprido, um antigo poste metálico na Rua Barão de Sertório mostra sinais avançados de corrosão, gerando apreensão nos moradores.
Em Copacabana, os riscos não se limitam apenas aos semáforos: os residentes mencionam rachaduras e ferragens expostas em colunas nas ruas Djalma Ulrich e Bulhões de Carvalho, envolvendo equipamentos tanto da prefeitura quanto das operadoras de telefonia e da Light. A crítica situação se estende também à Zona Oeste, onde foram observados postes tortos e danificados na Barra da Tijuca e em Campo Grande, aumentando consideravelmente a sensação de insegurança entre os pedestres.
Posicionamento dos Órgãos e Concessionárias:
CET-Rio informou que já iniciou o processo para instalação de um novo semáforo em Copacabana e está investigando as causas do desabamento do equipamento.
A RioLuz esclareceu que o poste na Rua São Luiz Gonzaga é responsabilidade de uma empresa de telecomunicações; no entanto, irá removê-lo devido ao risco iminente de queda. A secretaria também destacou que já substituiu 112 postes na capital em 2026 e recomenda o uso do canal 1746 para solicitações relacionadas.
A concessionária Light afirmou estar realizando manutenções preventivas diárias e informou que trocou mais de cinco mil postes em todo o estado apenas em 2025, mantendo equipes técnicas dedicadas ao monitoramento contínuo das estruturas.
Informações adicionais podem ser conferidas nos veículos RJTV1 e G1.