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Avanço do empreendedorismo odontológico no Rio desafia alta da Selic para 15%

por Amanda Clark

O setor de franquias continua crescendo no Brasil e no Rio de Janeiro, sendo uma opção viável para empreendedores em meio a um cenário de crédito restrito. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising, o faturamento do franchising atingiu R$ 287 bilhões em 2025, um aumento de aproximadamente 14% em relação ao ano anterior.

Esse desempenho ocorre em um contexto econômico desafiador. Com a Taxa Selic em 15% desde setembro, os financiamentos se tornam mais caros, o que impacta diretamente as micros, pequenas e médias empresas (MPMEs), responsáveis por mais de 90% dos negócios no país. No estado do Rio de Janeiro, onde o empreendedorismo é predominantemente representado por esse perfil empresarial, o alto custo do crédito tem sido um dos principais obstáculos para a abertura de novas unidades.

Com os juros elevados, as linhas de financiamento para diversas finalidades se tornam mais onerosas. Diante desse cenário, o sistema de franquias surge como uma opção estruturada, oferecendo um modelo de gestão já testado e suporte operacional.

No Rio de Janeiro, empresas do setor de saúde e serviços têm adaptado suas estratégias para manter o crescimento. A SorriaMed, uma rede de clínicas odontológicas presente no estado, anunciou um novo formato de expansão em que a franqueadora assume parte dos custos iniciais, estimados em R$ 500 mil.

Nesse novo modelo, o interessado investe o valor equivalente a uma microfranquia, R$ 120 mil, enquanto a rede completa o investimento. Essa estrutura funciona como uma parceria entre o investidor e o operador, garantindo a autonomia do franqueado na gestão da unidade e reduzindo o investimento inicial em mais de 50%.

Leonardo Acioli, dentista e CEO da SorriaMed, enfatiza que essa proposta foi desenvolvida para superar os desafios do setor, especialmente em períodos de crédito caro, oferecendo condições mais acessíveis e expandindo a rede de unidades, inclusive no mercado do Rio de Janeiro.

Essa estratégia reflete um movimento mais amplo observado no estado. Com a Taxa Selic elevada, o franchising se torna mais atrativo para investidores em busca de modelos com menos incertezas em comparação a negócios independentes. Ao mesmo tempo, as franquias buscam maneiras de reduzir as barreiras de entrada e manter seus planos de expansão.

O faturamento nacional de R$ 287 bilhões destaca a resiliência do setor, mesmo diante de altas taxas de juros. No Rio de Janeiro, onde o empreendedorismo tem grande importância na economia local, é provável que modelos híbridos e investimentos compartilhados ganhem espaço nos próximos meses, como resposta direta ao cenário macroeconômico atual.

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