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TSE barra 1,2 mil candidaturas às eleições de outubro por falhas formais

by Guilherme Salles
Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília

Cerca de 1,2 mil pedidos de candidatura foram barrados pela Justiça Eleitoral para as eleições gerais marcadas para 4 de outubro, quando o país escolhe presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. O levantamento é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostra que a maior parte das rejeições ocorreu por descumprimento de exigências formais previstas na legislação eleitoral.

Dos registros barrados, 335 tiveram decisão definitiva e não cabem mais recurso. Outros 869 ainda estão em aberto e podem ser revertidos caso os candidatos ou partidos entrem com recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

O que levou às rejeições

Além da falta de documentação ou de cumprimento de regras formais, o TSE aponta outros motivos para os indeferimentos: ausência de condições de elegibilidade do candidato, irregularidades ocorridas durante a convenção partidária e falta de desincompatibilização — quando ocupante de cargo público não se afasta da função dentro do prazo exigido para poder concorrer.

O tribunal já avaliou praticamente a totalidade dos pedidos apresentados neste ano: 99% das 20,9 mil solicitações de registro protocoladas em todo o país já passaram pela análise da Justiça Eleitoral.

Calendário eleitoral

A votação para presidente, governadores, senadores e deputados acontece no dia 4 de outubro. Um eventual segundo turno está previsto para 25 de outubro, restrito às disputas de governo estadual e à Presidência da República, e só ocorre se nenhum concorrente atingir mais da metade dos votos válidos no primeiro turno — desconsiderados brancos e nulos no cálculo.

Para o eleitor, a lista de candidatos aptos a disputar o pleito costuma ser consolidada perto da data da votação, à medida que os recursos pendentes são julgados pela Justiça Eleitoral.

Fontes

Guilherme Salles

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