Home Justiça em FocoRope Jump: Polícia identifica suspeito que removeu câmera de vítima fatal em queda de 40 metros

Rope Jump: Polícia identifica suspeito que removeu câmera de vítima fatal em queda de 40 metros

by Guilherme Salles

Investigação avança no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas

A Polícia Civil e o Ministério Público (MP) conseguiram identificar todos os envolvidos na tragédia que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante uma atividade de rope jumping. De acordo com a investigação, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, foi o responsável por remover a câmera de segurança que estava acoplada à vítima logo após o acidente fatal. Esta informação consta no pedido de prisão encaminhado à Justiça.

Novos suspeitos detidos pela polícia

A Polícia Civil, sob a coordenação do delegado Antônio Luís Tuckmantel, realizou novas prisões no fim de semana. Os três novos suspeitos detidos são residentes do estado do Rio de Janeiro e foram presos temporariamente. Além de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, foram detidos Evelyne dos Santos Gonçalves, com 43 anos, apontada como responsável pela coordenação do grupo que realizava os saltos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos.

Instrutores já presos pelo homicídio

Os três suspeitos recém-detidos se juntam aos instrutores de salto Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, com 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Estes últimos tiveram suas prisões em flagrante convertidas em preventivas e atualmente respondem por homicídio com dolo eventual. Os três instrutores continuam encarcerados no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, onde permanecem desde o dia do acidente.

Operação informal sem segurança adequada

As investigações revelaram que o grupo oferecia saltos de 40 metros de altura em uma ponte, cobrando valores de até R$ 180 por pessoa. De acordo com a Polícia Civil, a atividade era promovida por grupos informais e não havia uma empresa formalmente constituída responsável pela operação. As imagens do acidente mostram Maria Eduarda sendo carregada pelos instrutores até a extremidade da plataforma antes de ser lançada para frente.

Falhas críticas nos procedimentos de segurança

Conforme relatado pela delegada responsável pela investigação, os investigados afirmaram não se recordar de quem era responsável por conectar a corda de segurança e explicar por que a checagem final não foi realizada antes do salto. Testemunhas ouvidas pela investigação confirmaram que os procedimentos padrão de conferência de equipamentos não foram executados antes da queda fatal.

A tragédia de Maria Eduarda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas faleceu após cair de uma altura de aproximadamente 40 metros durante a atividade de rope jumping. Segundo investigações, a corda que deveria estar conectada ao equipamento de segurança da jovem nunca foi presa ao sistema de proteção, permanecendo enrolada na estrutura utilizada para o salto. Esta falha grave nos procedimentos de segurança foi apontada como a causa direta do acidente fatal.

Desdobramentos jurídicos

Na sexta-feira anterior aos novos presos, a Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus apresentado pelas defesas de dois dos três instrutores presos. Após a repercussão do caso na mídia, os perfis nas redes sociais vinculados aos organizadores foram removidos. As investigações continuam em andamento para esclarecer todas as responsabilidades no caso.

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