Home NotíciasEduardo Paes critica grupo de Castro como “máfia desmedida” e rotula Douglas Ruas de “discípulo” na disputa pela sucessão no RJ

Eduardo Paes critica grupo de Castro como “máfia desmedida” e rotula Douglas Ruas de “discípulo” na disputa pela sucessão no RJ

por Amanda Clark

Na manhã desta terça-feira (26/05), o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez críticas ao ex-governador Cláudio Castro (PL), que está sob investigação da Polícia Federal. A operação apura os investimentos realizados pela Rioprevidência no Banco Master.

Por meio de uma postagem em sua conta no X, Paes, que se posiciona como pré-candidato ao governo estadual, denunciou que o grupo político ligado a Castro faz parte de uma “máfia”. Ele enfatizou que a situação expõe um esquema sem qualquer limite.

“A degradação moral dessa máfia não tem fim”, publicou Eduardo Paes.

No mesmo comentário, o ex-prefeito abordou a disputa pelo governo do estado do Rio de Janeiro. Ele alegou que os aliados de Castro estão tentando alcançar o Palácio Guanabara por meio de eleições indiretas.

“Buscam vencer por eleição indireta e almejam lançar um pupilo de Castro como governador”, afirmou Paes, referindo-se ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL).

Eleito presidente da Alerj no mês anterior, Douglas Ruas agora busca ocupar a liderança do Executivo estadual. No entanto, essa definição está sujeita à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o modelo sucessório do estado.

A Polícia Federal investiga aportes bilionários

A operação realizada nesta terça-feira incluiu mandados de busca e apreensão em locais associados a Cláudio Castro. As investigações buscam esclarecer possíveis ações do ex-governador para facilitar investimentos bilionários da Rioprevidência no Banco Master.

A Polícia Federal revelou que essa movimentação teria sido iniciada após a mudança na diretoria da autarquia, antes mesmo dos investimentos serem realizados. Os investigadores indicam que esse “alinhamento” resultou na “nomeação estratégica” de indivíduos para posições importantes dentro da Rioprevidência.

Além disso, a PF destaca que as decisões sobre os recursos destinados aos aposentados não estariam em conformidade com as diretrizes de investimento e normas regulatórias vigentes, mas sim alinhadas com os interesses do Banco Master.

Há também menções a “eventos e encontros financiados ou organizados” pelo banqueiro Daniel Vorcaro, numa relação próxima com Cláudio Castro.

Irregularidades nas etapas técnicas

A Polícia Federal apontou que fases técnicas do processo decisório foram desconsideradas e que não existiram “justificativas formais adequadas” para os investimentos realizados.

Essa investigação é parte da oitava fase da Operação Compliance Zero, um desdobramento da Operação Barco de Papel. Ao todo, foram cumpridos dez mandados nos estados do Rio de Janeiro e Brasília.

O advogado de Cláudio Castro, Carlo Luchione, não fez declarações sobre o caso. Ele está presente durante as buscas e informou que ainda não teve acesso ao documento que autorizou a operação.

A investigação indica que os investimentos em Letras Financeiras e fundos vinculados ao Banco Master ocorreram em desacordo com as políticas de investimento estabelecidas pelo regime previdenciário e violaram exigências regulatórias.

A PF acrescenta também que houve “mudanças intencionais nos procedimentos internos, credenciamentos meramente formais, falta de análises técnicas apropriadas, concentração excessiva de riscos e utilização de intermediários para aumentar comissões e ocultar pagamentos indevidos”.

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